quinta-feira, 23 de outubro de 2008



De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa.

Por isso ... por não aceitar este pato ... também não vou aceitar ir a esse almoço para comer um arroz de pato ...

A esta ora está úmido lá fora ... por isso, de fato lá terei de vestir um fato ...


Concordas com o modo de escrever acima exemplificado?
Se não concordares, clica na imagem que se segue e assina:


Pasquale Cipro Neto: "Acordo ortográfico é inútil e desnecessário"

Notícia Lusa - São Paulo, 02-10-2008 16:22:39 [ ligação ]

O acordo ortográfico entre os países lusófonos é "inútil e desnecessário" e não terá qualquer influência no papel da língua portuguesa em nível internacional, disse nesta quinta-feira à Lusa Pasquale Cipro Neto, o mais conceituado professor de português do Brasil.(*)

Salientando que a implantação do acordo ortográfico supera "de longe" os eventuais benefícios que dele podem advir, Pasquale Cipro Neto defendeu que o documento não terá "qualquer influência sobre o papel da língua portuguesa no cenário internacional".

"Certamente não é pelos pês e cês que Portugal emprega em 'adoptar' e 'direcção' ou pelas outras minidiferenças entre a grafia brasileira e a lusitana que a Língua Portuguesa não tem projeção no mundo, se é que de fato não tem", salientou.

O professor disse igualmente que o acordo ortográfico entre os países de Língua Portuguesa é "uma grande bobagem, inútil, desnecessário".

"Parece que os responsáveis por ele se esqueceram do que aconteceu com a reforma de 1971, que até hoje não foi totalmente absorvida. Basta ver os cardápios ou 'ementas', em que ainda se lê 'môlho', por exemplo", afirmou.

"Não ficarei surpreso de Portugal não o colocar em prática. Aliás, sonho com isso. Seria maravilhoso se isso ocorresse", realçou.

No Brasil, a reforma ortográfica foi promulgada segunda-feira, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa cerimônia solene na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro.

O acordo ortográfico entrará em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, inicialmente nos documentos oficiais.

As mudanças serão adotadas de forma gradual, nos livros escolares, em 2010, sendo obrigatórias a partir de 2012.

Professor desde 1975, Cipro Neto é colunista de diversos jornais brasileiros, autor de livros e apresentador do programa "Nossa Língua Portuguesa", transmitido por emissoras de rádio e de televisão.


(*)Declaração em destaque também no Público de 3/09/2008, pág .17 (ligação não disponível)


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A Petição Contra o Acordo Ortográfico continua aberta e disponível para assinatura.

Assine-a em www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa.
Enquanto há Língua, há esperança.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Deus do Impossivel

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Como entrar em Medicina sem grandes dores de cabeça.... ( Programa novas oportunidades)

É mais uma história de sucesso do Programa Novas Oportunidades, o tal programa tão elogiado pelo primeiro-ministro. Um programa que conduzirá Portugal ao primeiro lugar mundial nas estatísticas sobre Educação. Agora, ficamos a saber que Pedro Póvoa, atleta de Taekwondo, vai entrar em Medicina sem nunca ter posto os pés numa escola secundária. Desta forma, o Governo manda uma mensagem a todos os jovens portugueses: não é preciso estudar Biologia nem Química para entrar em Medicina. Nem é preciso frequentar o ensino secundário durante 3 anos. Bastam 6 meses no Nova Oportunidades. E a Ordem dos Médicos fica calada? Está revoltado? Não vale a pena revoltar-se. Não queira ser apelidado de "pessimista de serviço"!

Já se sabia que o Nova Oportunidades está a dar diplomas do ensino secundário à velocidade da luz. Ficamos agora a saber que há quem veja nele o caminho mais curto para ser médico. Já tinhamos engenheiros civis sem Matemática e Física do secundário, economistas sem Matemática e linguistas sem Latim. Agora passamos a ter médicos que tiraram o 12º ano em 6 meses. Estudar Biologia? Para quê? Química? Não é preciso! Matemática? É chato!

sábado, 6 de setembro de 2008

E quando não ouço a voz de Deus?

Muitas vezes, esperamos que Deus nos fale através de situações grandiosas

Para respondermos a esta pergunta vamos seguir os passos daqueles que foram exemplares ouvintes da voz de Deus: os profetas bíblicos, pois os entendemos como aqueles que por excelência estavam em contacto directo com o Senhor. Para ilustrar esta experiência vejamos a história do profeta Elias. Ao lermos os relatos sobre este grande homem de Deus não temos dúvidas de que foi um grande profeta.
Realizou grandes feitos: pela sua palavra não choveu em Israel; os corvos serviam-lhe pão e carne enquanto estava em fuga; multiplicou a farinha e o azeite na casa da viúva de Serepta; ressuscitou o filho dessa mesma viúva; desafiou os 450 profetas de Baal pedindo fogo do céu para queimar o holocausto oferecido a Javé, entre outros.

Mas, um belo dia, Deus mandou-o sair da gruta em que estava escondido porque o Senhor passaria diante dele. Diz-nos o Livro de Reis que um grande e impetuoso furação fendia as montanhas e quebrava os rochedos, mas Deus não estava no furação. Depois disso houve um terremoto, mas o Senhor também não estava nesse fenômeno; a seguir, houve um fogo, mas Ele também não estava nele [fogo] (cf. I Reis 19, 9-13). Foi então que veio o ruído de uma brisa leve e Deus estava naquele som! Elias chegou a cobrir o rosto com o seu manto, devido a tamanha presença de Deus naquele pequeno ruído.

Da mesma maneira costuma acontecer conosco. Ficamos a esperar que o Senhor nos fale por intermédio de situações grandiosas e fantásticas. Muitos de nós acostumamo-nos, inclusive, a ouvi-Lo somente "nos furacões" dos grandes encontros e retiros, no "fogo" da empolgação do nosso primeiro encontro pessoal com Ele, no "terremoto" deste ou daquele dia no qual tivemos uma experiência sobrenatural…

Ouvir Deus nestas ocasiões é importante, mas não o suficiente. Precisamos de fazer como nos ensinou o nosso querido padre Léo: Rezar a vida! E assim, entender que Deus nos fala a todo instante e das mais variadas formas.

São Bento já ensinava isto ao colocar como fio condutor da regra de vida dos beneditinos o par: "Ore e Labore" (oração e trabalho). Para ele a experiência de ouvir a voz de Deus acontece, quatidianamente, nas realidades mais ordinárias da nossa vida.

No trabalho, ou seja, nas situações do dia-a-dia, Deus fala-nos.
Fala-nos por meio de um gesto amigo, de um sorriso, de um encontro inesperado; por meio do cansaço de um dia puxado de trabalho, de um abraço, de um telefonema, de um carinho, da chuva que cai, de uma música que traz lembranças boas, de um e-mail, de uma cena que observamos.

E de forma mais clara ainda, o Senhor fala-nos nos nossos momentos de oração. Mas também dou ênfase às ocasiões quatidianas de encontros com o Senhor, pois não é sempre que participamos nos encontro, acampamentos ou retiros. Sendo assim, precisamos ter práticas de oração que nos levem a encontrar e a ouvir Deus diariamente.

E ainda que nosso corpo não nos impulsione à oração, pois nem sempre dispomos de entusiasmo para a oração espontânea, podemos, ao participar da Santa Missa, ao recitar o rosário ou o terço, ao meditar a Palavra, ao rezar o salmo do dia, entre outros, mantermos uma disciplina de oração que nos coloca em contacto directo com o Senhor – mesmo que o corpo, os sentimentos e a cabeça não estejam dispostos a isso, pois essas e outras práticas diárias, por muitos consideradas mecânicas, têm a facilidade de nos levar à oração também quando não temos vontade de rezar.

Por isso, não fique dependente de ouvir Deus através do "furacão", do "terremoto" ou do "fogo". Escute a doce voz do Senhor que se apresenta num pequeno ruído de uma simples brisa. A brisa suave que quatidianamente vem a nós. A brisa suave que nos transmite a voz de Deus no dia-a-dia do trabalho e da oração.

Denis Duarte
denisufv@yahoo.com.br
Denis Duarte é pesquisador, professor, escritor, especialista em Bíblia e mestrando em Ciências da Religião na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico.
Autor dos livros: "Se creres, verás glória de Deus" e "Experiência de ouvir e transmitir a voz de Deus"


Fonte: http://www.cancaonova.pt/?p=1041

Cuidar dos refugiados - Intenção do Papa para o mês de SETEMBRO

Que sejam apoiados pelos cristãos na defesa dos seus direitos aqueles que, por causa de guerras ou de regimes totalitários, se vêem obrigados a abandonar a própria casa e a sua pátria [Intenção do Papa para o mês de SETEMBRO]

1. Dever de proteger

À luz da Carta das Nações Unidas, é responsabilidade de cada Estado e respectivas autoridades proteger os seus cidadãos e velar por que os Direitos Humanos sejam respeita-dos no seu território. Infelizmente, é possível afirmar, sem risco de erro, que a maior parte das violações graves dos Direitos Humanos (massacres de populações, genocídios, priva-ção da liberdade de expressão e da liberdade religiosa...) são cometidas pelos governos locais ou resultam da falência completa da autoridade do Estado. Coloca-se, neste contexto, a actualmente muito discutida questão de saber se a «Comunidade Internacional» deve ou não intervir em tais casos, garantindo a segurança ou o socorro das populações, à revelia dos governos nacionais. A questão ganhou ainda mais pertinência face ao comportamento criminoso das autoridades de Myanmar, no passado mês de Maio, quando o furacão Nargis devastou grande parte do país, matando cerca de cem mil pessoas, e o governo local nem organizou a protecção atempada das populações, nem o socorro depois da tempestade e ainda levantou dificuldades insuperáveis às organizações internacionais dispostas a socor-rer os sinistrados.

2. Dever de acolher

A «responsabilidade de proteger» está ainda muito longe de encontrar aplicação efec-tiva – porque regimes criminosos e ditatoriais nunca a aceitarão, pois tal seria o seu fim, e porque a comunidade internacional dificilmente chegará a acordo sobre o que seria um legí-timo «direito de ingerência», quem o definiria e quem o executaria. Assim sendo, multidões de pessoas continuam a ser forçadas a deixar os seus países, quer devido a situações de guerra civil, quer devido às perseguições sofridas por parte de regimes totalitários. Junta-se, por isso, à discutida «responsabilidade de proteger» um menos discutido «dever de aco-lher», igualmente aplicável a todos os países: quem é obrigado a abandonar a sua terra, tem o direito de encontrar acolhimento noutro lugar, pois a Terra é o lugar de todos os humanos e ninguém é totalmente estranho, onde quer que se encontre – aliás, para onde iria? É certo que nem todos os países têm igual capacidade para acolher populações deslocadas, às vezes em grande número. Precisamente por isso, o dever de acolher não é de um ou alguns países em concreto, mas de toda a comunidade internacional, se esta deseja preservar os princípios básicos das relações entre os povos e as nações. Será sempre preferível que as populações deslocadas não tenham de ir para países longínquos, tornando muito mais difícil o seu regresso – mas os países de acolhimento devem poder contar com a solidariedade internacional e com a colaboração das nações mais abastadas. E, tanto quanto possível, urge evitar a constituição de campos de refugiados, sempre degradantes e propícios a criar situações de desumanização e violência. As populações deslocadas devem ser acolhidas e integradas na vida dos países onde se encontram, sobretudo quando não se vê como viável o rápido regresso ao país de origem.

3. Comunidades cristãs activas e acolhedoras

As comunidades cristãs não podem eximir-se a este «dever de acolhimento». Actual-mente, sobretudo no Médio Oriente, muitos daqueles que se vêm obrigados a fugir do pró-prio país são cristãos – e é imperioso que encontrem nos países de acolhimento comunida-des cristãs disponíveis para os receberem e integrarem. O mesmo se aplica, porém, a quaisquer refugiados: em nome da comum humanidade e da certeza de que todos são filhos do mesmo Deus, os cristãos devem mostrar-se activamente comprometidos no seu acolhi-mento. Em muitos casos, tal compromisso passará por dar voz aos seus direitos, pois os refugiados dificilmente podem falar por si mesmos, dada a precariedade da sua situação. Além disso, e porque nem sempre é fácil vencer as desconfianças e rejeições das popula-ções locais face à chegada de grandes grupos de gente desprovida de tudo, importa estar presente, no terreno, criando condições para a integração e para o respeito mútuo. Os cris-tãos, certamente, não são os únicos a terem obrigação de agir assim. A sua fé, porém, exi-ge-lhes esta atitude de acolhimento e defesa dos direitos dos refugiados, como irmãos parti-cularmente queridos, nos quais se faz presente a paixão do seu Senhor e Mestre.

Elias Couto


Internacional | Elias Couto| 03/09/2008 | 16:44 | 4561 Caracteres | 55 | Bento XVI

Fonte: Agência Ecclesia
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=63676&seccaoid=4&tipoid=217

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Badly Drawn Boy - Disillusion (directed by Garth Jennings)

Peço desculpas por, há tanto tempo, não postar aqui, mas a vida é uma correria. Fiquem com um artigo que descobri neste imenso mundo cibernético. Acho muito bonito.

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Porque é que tudo tem que ser como todos esperam que seja? Porque é que, hoje, não hei-de poder ser um táxi? Puxar da carteira e desafiar a imagem que o mundo todo tem de mim? Porque é que hoje não hei-de poder passar o dia a abraçar aqueles que gritam, que se consomem em preocupações e numa vida sem sentido? Mostrar ao mundo inteiro a sua beleza escondida e o fascínio que provoca em mim? Ou passar o dia inteiro a tocar numa estação de metro, em Londres, na altura de maior sucesso da minha vida, e fazer 3.17€?

Pois é… ouvi falar pela primeira vez deste tipo estranho, de gorro e barba por fazer, há uma mão cheia de anos. Na altura, achei caricato que um músico decidisse passar um dia inteiro a tocar os seus singles mais conhecidos numa estação de metro, só para perceber como é que era ser-se ignorado. Esquisito, não?

Só passados alguns anos é que lhe voltei a dar atenção. E aí fiquei colado àquilo que parece estar na base de cada letra, de cada melodia, de cada vídeo: podemos ser muito mais do que só normalzinhos, banalzinhos, previsivelzinhos. O mundo inteiro está à nossa espera e, maravilha das maravilhas, dá-nos a oportunidade de viver em grande… toca a ir para a rua!

Fonte: http://www.essejota.net/index.php?id=43