Porque é que tudo tem que ser como todos esperam que seja? Porque é que, hoje, não hei-de poder ser um táxi? Puxar da carteira e desafiar a imagem que o mundo todo tem de mim? Porque é que hoje não hei-de poder passar o dia a abraçar aqueles que gritam, que se consomem em preocupações e numa vida sem sentido? Mostrar ao mundo inteiro a sua beleza escondida e o fascínio que provoca em mim? Ou passar o dia inteiro a tocar numa estação de metro, em Londres, na altura de maior sucesso da minha vida, e fazer 3.17€?
Pois é… ouvi falar pela primeira vez deste tipo estranho, de gorro e barba por fazer, há uma mão cheia de anos. Na altura, achei caricato que um músico decidisse passar um dia inteiro a tocar os seus singles mais conhecidos numa estação de metro, só para perceber como é que era ser-se ignorado. Esquisito, não?
Só passados alguns anos é que lhe voltei a dar atenção. E aí fiquei colado àquilo que parece estar na base de cada letra, de cada melodia, de cada vídeo: podemos ser muito mais do que só normalzinhos, banalzinhos, previsivelzinhos. O mundo inteiro está à nossa espera e, maravilha das maravilhas, dá-nos a oportunidade de viver em grande… toca a ir para a rua!