terça-feira, 13 de novembro de 2007

Os “deuses” em que não Cremos nem Queremos!

Gostava de fazer-te uma pergunta antiga: acreditas em Deus? E depois deixar-te a pensar…

Mas, antes de te deixar a pensar deixa-me despertar a tua atenção para um perigo: andam por aí muitos ídolos e falsos deuses de quem se fala. Não porque haja muitos deuses, mas sim porque há muitas imagens distorcidas de Deus. É que ninguém espreita pelo buraco da fechadura de um qualquer Céu para ver quem é Deus. A única hipótese que temos de o conhecer é Ele revelar-se por Amor a nós, gratuitamente.

Sem esta Revelação de Deus, a religião não é mais do que a construção de imagens de Deus, que nada têm de Boa Notícia. O Homem põe-se a imaginar Deus à sua imagem e semelhança, elevando-o ao infinito para o melhor e para o pior. Por isso, o cristianismo é antes de mais a revelação de Deus em Jesus Cristo, como plenitude do Seu Projecto de Amor para todos os homens. Esta é a Fé que professamos, este é o Deus que conhecemos, o revelado em Jesus de Nazaré.

Infelizmente, temos muitas vezes transformado esta Fé viva e vivificante no Deus Amor de Jesus Cristo, numa religiosidade vazia de vida, própria de figuras de cera feitas por encomenda e imagens de santos com um ar adoentado.

Precisamos de acordar a Fé dos cristãos que adormeceram na religião das piedades fáceis e das promessas descartáveis.

Precisamos de fazer renascer a Igreja para a sua missão profética no mundo de anúncio da Boa-Nova de Jesus, sempre inquietante e provocadora para os corações abertos à Vida.

Precisamos de renascer nós, ao nível do Coração, porque esta Igreja, Corpo vivo de profetas, somos nós.

O mundo precisa de ti, para se tornar um lugar mais habitável. O mundo precisa de Deus, para que a vida ganhe sentido, nos horizontes largos, infinitos, plenos do Seu Amor. Sim, é verdade: o mundo precisa de Deus, mas daquele que se revelou no Profeta incómodo de Nazaré. Por isso, se alguém te voltar a perguntar, um dia destes, se tu acreditas em Deus, responde-lhe assim:

“Perguntas-me se acredito em Deus?

Diz-me primeiro por qual Deus me estás a perguntar, e eu te direi se acredito ou não.”

Porque andam por aí muitas caricaturas… É importante termos claro em quem não acreditamos! É fundamental conhecer os rostos distorcidos a quem nos recusamos chamar “nosso Deus”!

Vou partilhar contigo as imagens de Deus nas quais eu me recuso a acreditar.

Recuso-me a acreditar no deus todo-poderoso, um deus que tem poder para fazer absolutamente tudo, diante do qual a atitude sensata a ter é jogar à defesa e domesticá-lo com oferendas, cultos e bons comportamentos, não vá ele virar-se contra nós…

Recuso-me a acreditar no deus merceeiro, um deus que tira o lápis de detrás da orelha e faz permanentemente anotações no seu caderninho de deve-haver em que todos os nomes estão registados e do qual todas as dívidas serão saldadas, mais tarde ou mais cedo…

Recuso-me a acreditar no deus bombeiro, um deus de emergência que só serve quando a vida nos começa a arder, aquele que não interessa nada a ninguém em nenhum momento mas se torna imprescindível quando já ninguém sabe como há-de resolver os problemas…

Recuso-me a acreditar no deus VIP, um deus que se retrai do trato com os humildes para se tornar património de elites sabedoras dos seus segredos para as quais reserva as suas regras especiais e as benesses correspondentes…

Recuso-me a acreditar no deus catedrático, um deus complicado que só está ao alcance de inteligentes e estudiosos, com quem dialogar é tarefa complicada que obedece a normas e rituais só à mão de uns poucos versados nessas artes mas impossível aos homens simples, ainda que de coração grande…

Recuso-me a acreditar no deus securita, um deus que permanentemente apanhamos a espreitar nos buracos da fechadura da nossa vida, espiando e condenando os nossos sonhos, vontades e projectos por não terem passado pelo seu crivo, e segue cada um dos nossos passos com um vinco na testa e um dedo apontado…

Recuso-me a acreditar no deus sádico, um deus que pede aos homens agruras que nem ele estaria disposto a aceitar, que para prometer uma qualquer vida depois da morte estraga a vida aos homens antes da morte, com as suas imposições e leis castrantes…

Recuso-me a acreditar nestes deuses todos porque amesquinham o homem, empequenecem-no, tiram-lhe dignidade!

Recuso-me a acreditar neles porque as suas supostas palavras são como espinhos que se cravam no coração da gente, nunca trazendo consigo motivos para a alegria, a esperança ou o recomeço de vida!

Recuso-me a acreditar neles porque as suas supostas vontades são como um lastro pesado que se cola ao coração humano, amarrando-o, tolhendo-o, impedindo-o de aprender o gozo de viver, a arte de ser livre e o risco de amar!

E, acima de tudo, recuso-me a acreditar nestes deuses e em todos os outros parecidos com estes, porque nenhum deles se revelou em Jesus Cristo!

Fazem mal aos homens e estragam a vida àqueles que foram ensinados a acreditar neles, nunca saboreando o abraço libertador de Cristo nem a força recriadora das suas palavras que brotam da intimidade com um Deus Diferente…

Estes deuses fazem tanto mal aos homens e dizem tanto mal de Deus, que acho que a sorte que eles têm é não existirem mesmo, porque se não eu ia atrás deles com uma pistola e havia de descobri-los a todos, atrás de qualquer nuvem ou no cume de um rochedo e, então, matava-os, um por um e para sempre:

“BANG-BANG! ESTÁS MORTO, EM NOME DO DEUS DE JESUS DE NAZARÉ!!!”
http://derrotarmontanhas.blogspot.com

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O Melhor Guarda-Redes do Mundo

Querem melhor?!?!? Marca e defende!!!!!



domingo, 4 de novembro de 2007

No Olhar... O Segredo Da Paz

No Olhar... O Segredo Da Paz

Sim

Num simples olhar, aquele que trocamos pela primeira vez
Aquele momento mágico que criaste naquele instante
Aquele brilho nos teus olhos que levou o dia adiante
Nada poderia destruir e obstruir o calor que estava a transbordar
Nada que atingisse o poder do teu olhar

O segredo de tudo isso és tu
Teu encanto, tua maneira de ser
O poder de curar e fazer sofrer
O auge da alegria num só segundo
E o terror de todos os conflitos no meu mundo

Não posso dizer sim, nem não
Existes e com isso vivemos, nunca em vão
Pelo teu toque delicado
Que deslumbra o desaparecer, espairecer
Daquilo que é o mal que faz entristecer

És a vida
És a minha
O olhar que traz
Todas as manhãs, a paz


By Seridith

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Se fosse uma música romântica, qual seria?



Você é “You´re Beautiful” de James Blunt:
Você é dado a amores platónicos como os que se vêem nos livros. Tem uma tendência irresistível para amores impossíveis e para perpetuar paixões mantidas em segredo pela sua timidez e insegurança.

You're beautiful. You're beautiful.
You're beautiful, it's true.
I saw your face in a crowded place,
And I don't know what to do,
'Cause I'll never be with you.