terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pastores da Igreja ao serviço do Povo de Deus

Intenção de Bento XVI para o mês de Fevereiro
Pastores da Igreja ao serviço do Povo de Deus

Que os Pastores da Igreja sejam sempre dóceis à acção do Espírito Santo no seu ensinamento e serviço ao Povo de Deus

1. Os «Pastores da Igreja...»

Nenhuma comunidade cristã pode subsistir na ausência de quem a oriente nos caminhos da fé e da fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo. Na Igreja Católica, este serviço é confiado aos bispos, cujo ministério é o mesmo dado por Jesus aos seus apóstolos, o grupo dos Doze. Os Bispos são, por isso, legitimamente chamados sucessores dos apóstolos – e mais ninguém pode, na comunidade católica, reivindicar este título para si. Os Bispos presidem à Igreja – ou melhor, às Igrejas – constituídos, tal como os Doze, em «colégio», em grupo unido não por simples laços humanos, mas pelo próprio Deus. E tal como os Doze, também o colégio dos Bispos é presidido por aquele que Jesus escolheu como fundamento visível da sua Igreja: o Papa, sucessor de Pedro. Separado de Pedro, ou seja, do Papa, nenhum Bispo pode continuar a servir a Igreja e a presidir à comunidade dos fiéis – pelo menos, como Bispo católico.

Logo desde os primeiros tempos, os Bispos – à semelhança dos Apóstolos – foram auxiliados, no seu ministério, por homens escolhidos de entre os fiéis da comunidade. Surgiram assim os presbíteros e os diáconos, os quais, recebendo como o Bispo, embora em graus diferentes, o sacramento da Ordem, constituem os seus mais directos e qualificados colaboradores na missão de guiar o Povo de Deus até à verdade total, que é Cristo.

2. «...dóceis à acção do Espírito Santo»

Humanos como todos os outros humanos, os Pastores da Igreja não estão isentos do pecado, das deficiências de carácter, de tudo quanto é inclinação humana para o mal; e, do mesmo modo, cada um possui virtudes e qualidades que o ajudam no desempenho da sua missão. O mais importante, porém, é a docilidade ao Espírito Santo que os consagrou com a graça própria do sacramento da Ordem. Porque não foram constituídos donos da vinha do Senhor, mas seus administradores, devem confiar sobretudo n'Aquele que os chamou ao ministério, para levarem a bom termo a tarefa de governar e santificar o Povo de Deus.

«Graças ao Baptismo, o Bispo participa, com todo o cristão, da espiritualidade que se funda na incorporação a Cristo e se manifesta no seu seguimento, segundo o Evangelho» (João Paulo II, Pastores Gregis). Esta afirmação do Papa aplica-se a qualquer ministro da Igreja e mostra quanto é necessário todos se sentirem, antes de mais, discípulos do mesmo Mestre e Senhor, Jesus Cristo. Deste modo, o seu ministério será exercido e reconhecido como dom de Deus para o serviço dos irmãos e não como objecto de disputa e ânsia de poder.

3. «...ensinamento e serviço ao Povo de Deus»

Onde melhor se manifesta a docilidade dos ministros da Igreja ao Espírito Santo é no modo como exercem a missão de ensinar e servir o Povo de Deus. No exercício deste ministério, os pastores da Igreja estão chamados a ser «simples como as pombas e prudentes como as serpentes» (Mateus, 10, 16). Quando assim não acontece, o dano que podem causar ao Povo de Deus é muito maior do que quaisquer ataques vindos de fora, por parte dos inimigos da Igreja.

Infelizmente, estes inimigos da Igreja encontram abundante colaboração no interior da mesma: sacerdotes que falam publicamente ou escrevem contra a doutrina ensinada pelo Magistério eclesial; bispos em público desacordo com os seus irmãos no episcopado (ou até com o Santo Padre); pastores fazendo coro com grupos que, da Igreja, só querem o efeito mediático da presença de um bispo ou padre nas suas manifestações; «originalidades» na celebração dos mistérios cristãos, sem nenhuma consideração pelo facto de os sacramentos não serem pertença de quem preside nem da comunidade, pois são sacramentos da Igreja; carreirismo eclesiástico nada condizente com o serviço ministerial...

O serviço dos ministros da Igreja ao Povo de Deus não lhes foi confiado para ser desbaratado dizendo ao mundo aquilo que este deseja ouvir. É muito mais proveitoso para o Povo de Deus quando os seus Pastores se empenham em ensinar os fiéis na fidelidade ao Magistério da Igreja; em formar comunidades cristãs cada vez mais vivas, porque mais exigentes no seu compromisso com o Evangelho; em dinamizar comunidades de fé operosa pela caridade, cuja opção preferencial pelos pobres se percebe nas mais pequenas coisas; em estar ao lado dos mais desprotegidos e sem voz; em denunciar, sem hesitações, os caminhos errados que alguns desejam impor à sociedade... E são muitos, felizmente, os Pastores assim!

Este serviço não encontra, certamente, tantos microfones disponíveis nem câmaras de televisão avaras de uma imagem. Mas resulta em maior bem para a Igreja e para a sociedade. E quando, por anunciar o Evangelho, não aderindo ao progressismo reinante, os microfones e as câmaras de televisão encontrem motivos para se escandalizar com algum Pastor da Igreja, essa será a confirmação mais evidente da sua fidelidade ao Espírito Santo, ensinando e servindo o Povo de Deus.

Elias Couto

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=68966&seccaoid=4&tipoid=217

Igreja e Comunicação: «chip» tem de mudar

Espanhol José Manuel Vidal defende maior aposta numa linguagem clara, directa e mais sedutora José Manuel Vidal, jornalista responsável pela informação religiosa do "El Mundo" e director de www.religiondigital.com, passou por Portugal para um encontro com jornalistas da área da informação religiosa, defendendo a necessidade de mudar o "chip" com que a Igreja aborda o mundo da comunicação.

"Isto significa modernizar-se, admitir as leis da comunicação que a Igreja não pode continuar a ignorar ou querer mudar, terá de submeter-se a elas", assegura.

Na prática, José Manuel Vidal espera "Bispos prontos para responder a qualquer pergunta em qualquer altura, para transmitir mensagens claras, directas, sedutoras".

Este responsável afirma que a oportunidade de entrar no mundo mediático tem sido oferecida à Igreja "quase por obrigação, porque tinha de ser assim". As coisas mudaram e agora há necessidade de "fazer um esforço".

"Para encontrar um espaço nos media é preciso ir à sua procura, ganha-lo, e para isso é necessário preparar-se e preparar pessoas que saibam comunicar, sem problemas, com naturalidade", afirma.

O director de www.religiondigital.com, um espaço que roça os dois milhões de consultas por mês, diz que os próprios Bispos devem "gastar tempo com isto", comparando o impacto que tem uma Nota ou um documento que implica um grande esforço na sua elaboração e só chega "a quem já está convencido", ao impacto de uma mensagem "curta, agradável, directa" divulgada através dos novos meios de comunicação.

"Poderia chegar a milhares, a milhões de pessoas e é isso que é preciso fazer", aponta.

José Manuel Vidal admite, por outro lado, que "os meios de comunicação também têm de mudar o chip, porque a respeito da temática religiosa há muita ignorância e desinformação".

Tal como em Espanha há jornalistas especializados nas questões da Monarquia, da Casa Real, o director de "ReligionDigital" defende que "quem informa sobre a Conferência Episcopal, sobre a Igreja, tem de ter uma preparação muito séria, tanto em teologia como na história e na actualidade da Igreja, saber quem são as pessoas que têm voz e voto".

"Os jornalistas também se devem habituar a ver na Igreja uma proposta social importante, interessante, de valores e que pode fazer muito bem à sociedade, que não pode prescindir dessa mensagem positiva", observa, que inclui temas como amor, liberdade, solidariedade.

Apesar de ter chegado tarde à "galáxia Internet", nota-se um esforço da Igreja em recuperar o tempo perdido, ainda que muitas páginas sejam "muito más".

A Igreja tem de saber que "a Internet é já o presente, não o futuro", apesar do "gosto pela tinta" que ainda têm a maioria dos Bispos. O Papa deu um exemplo relevante, com a entrada no YouTube, que deveria ser seguido pelas figuras mais relevantes do mundo católico, atira José Manuel Vidal.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=69476&seccaoid=3&tipoid=41

Sobrevivente de aborto é campeã de natação

Jovem de 19 anos testemunhará em Fórum da Família na Espanha

Por Nieves San Martín

MADRI, segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- É impressionante ver na coletiva de imprensa a jovem de 19 anos, Miriam, com uma paralisia cerebral que quase não se percebe, campeã de natação, premiada também em um concurso de canções, falando de que, graças a que sua mãe biológica a dera em adoção aos seis meses a uma família, ela pôde obter estas conquistas em sua vida. É um dos pontos fortes da campanha informativa que o Fórum Espanhol da Família empreende e que foi apresentado hoje em Madri.

A campanha de informação por toda a Espanha, sobre o direito à maternidade e sobre o aborto, é feita com o slogan «Sua vida é tua vida: defesa da vida, um desafio para o século 21».

Na coletiva de imprensa intervieram o presidente do Fórum Espanhol da Família; a presidente da Fundação RedMadre; a porta-voz da campanha e Mirian Fernández, «sobrevivente de um aborto», disseram os organizadores, campeã de nacional de natação e cantora.

A campeã pretende «despertar a consciência cidadã sobre o imenso drama que todo aborto supõe e difundir as alternativas de apoio à mulher, para que nenhuma se veja sozinha diante do aborto», indica o Fórum.

Miriam Fernández, de 19 anos, contou em primeira pessoa sua experiência sobre o aborto: «Eu seria abortada por malformações, tenho paralisia cerebral por causa de uma bolha de ar no cérebro. Graças aos meus pais terem me dado em adoção, consegui seguir adiante, sou campeã nacional de natação, ganhei um concurso na televisão como cantora e agora estou fazendo faculdade. Creio que a adoção é uma das vias mais importantes na hora de pensar em abortar».

O Fórum Espanhol, além das alternativas ao aborto e a conscientização cidadã, iniciou, desde o final de 2006, 17 iniciativas legislativas populares para impulsionar a criação em toda a Espanha de uma rede solidária de apoio à mulher grávida – a RedMadre –, para ajudá-la em liberdade a identificar e buscar soluções alternativas para o aborto e para os problemas reais que a gravidez imprevista pode gerar.

«Em uma sociedade desenvolvida, nenhuma mulher deveria ficar em situação de desamparo social só por estar grávida e encontrar-se em situação de considerar o aborto», diz em sua introdução o programa da RedMadre.

A solidão de uma mulher diante da gravidez pode se ver agravada «pelo abandono e irresponsabilidade do pai, a ameaça expressa ou suposta de perda do emprego ou outros problemas de integração social específicos com os associados às singulares circunstâncias das imigrações em situação precária na Espanha».

Fonte: http://www.zenit.org

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A Vida é...

A vida é Bela, como os verdadeiros amigos…

Os verdadeiros amigos não se compram…

Mas se eu pudesse comprava tempo…

Para com os amigos ficar para sempre!!!

A vida é um jogo, em que se ganha e às vezes se perde

Mas neste jogo os verdadeiros amigos são o primeiro prémio

Prémio, este, que não troco por nada deste mundo

Prémio, este, que não troco por nenhum ouro, pois o ouro:

São os amigos que ganhamos no jogo: da vida.

A vida, a vida, sempre uma correria…

Sempre uma aflição… sempre um senão…

Só sei que aos meus amigos eu não digo: Não

Aos amigos eu digo: estás no meu coração.


Cláudio Almeida

quinta-feira, 23 de outubro de 2008



De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa.

Por isso ... por não aceitar este pato ... também não vou aceitar ir a esse almoço para comer um arroz de pato ...

A esta ora está úmido lá fora ... por isso, de fato lá terei de vestir um fato ...


Concordas com o modo de escrever acima exemplificado?
Se não concordares, clica na imagem que se segue e assina:


Pasquale Cipro Neto: "Acordo ortográfico é inútil e desnecessário"

Notícia Lusa - São Paulo, 02-10-2008 16:22:39 [ ligação ]

O acordo ortográfico entre os países lusófonos é "inútil e desnecessário" e não terá qualquer influência no papel da língua portuguesa em nível internacional, disse nesta quinta-feira à Lusa Pasquale Cipro Neto, o mais conceituado professor de português do Brasil.(*)

Salientando que a implantação do acordo ortográfico supera "de longe" os eventuais benefícios que dele podem advir, Pasquale Cipro Neto defendeu que o documento não terá "qualquer influência sobre o papel da língua portuguesa no cenário internacional".

"Certamente não é pelos pês e cês que Portugal emprega em 'adoptar' e 'direcção' ou pelas outras minidiferenças entre a grafia brasileira e a lusitana que a Língua Portuguesa não tem projeção no mundo, se é que de fato não tem", salientou.

O professor disse igualmente que o acordo ortográfico entre os países de Língua Portuguesa é "uma grande bobagem, inútil, desnecessário".

"Parece que os responsáveis por ele se esqueceram do que aconteceu com a reforma de 1971, que até hoje não foi totalmente absorvida. Basta ver os cardápios ou 'ementas', em que ainda se lê 'môlho', por exemplo", afirmou.

"Não ficarei surpreso de Portugal não o colocar em prática. Aliás, sonho com isso. Seria maravilhoso se isso ocorresse", realçou.

No Brasil, a reforma ortográfica foi promulgada segunda-feira, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa cerimônia solene na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro.

O acordo ortográfico entrará em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2009, inicialmente nos documentos oficiais.

As mudanças serão adotadas de forma gradual, nos livros escolares, em 2010, sendo obrigatórias a partir de 2012.

Professor desde 1975, Cipro Neto é colunista de diversos jornais brasileiros, autor de livros e apresentador do programa "Nossa Língua Portuguesa", transmitido por emissoras de rádio e de televisão.


(*)Declaração em destaque também no Público de 3/09/2008, pág .17 (ligação não disponível)


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A Petição Contra o Acordo Ortográfico continua aberta e disponível para assinatura.

Assine-a em www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa.
Enquanto há Língua, há esperança.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Deus do Impossivel