quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ele está no meio de nós: orações num iPod perto de s

http://www.ionline.pt/conteudo/47078-ele-esta-no-meio-nos-oracoes-num-ipod-perto-si

por Rosa Ramos, Publicado em 17 de Fevereiro de 2010


É a igreja dos tempos modernos. A partir de hoje, os fiéis podem descarregar diariamente orações para o iPod e rezar no metro ou no trânsito. O projecto, falado em português, chama-se "Passo a rezar"

Quando Bento XVI aterrar em Portugal, no dia 11 de Maio, poderá encontrar muitas pessoas com quem partilhar um dos mais recentes vícios de que tem desfrutado nos corredores do Vaticano. Desde 2006, o Santo Padre não larga o seu iPod nano de 2GB, oferecido por um grupo de funcionários da Rádio Vaticano na primeira visita de Bento XVI à estação, quando esta celebrava 75 anos de existência.

O Papa até está nomeado para um Brit Award - na categoria de Melhor Álbum de Música Clássica, uma vez que participa no disco "Alma Mater, Music from the Vatican" -, mas o seu iPod tem muito mais do que música. Bento XVI é um dos muitos fãs no mundo inteiro que se renderam ao projecto "Pray as you go", desenvolvido por jesuítas britânicos. O conceito, com milhares de seguidores diários, chega hoje a Portugal, falado em português. Chama-se "Passo a rezar" e traduz-se em dez minutos de oração diária em MP3. O objectivo da Igreja é acabar com a típica - e provavelmente mais repetida - desculpa dos fiéis para não rezar: falta de tempo.

Com a palavra de Deus no iPod, a oração passa a poder fazer-se individualmente em transportes públicos, no trânsito, no trabalho ou até durante outras actividades prosaicas como a corrida matinal ou as tarefas domésticas. O serviço é gratuito e os conteúdos são disponibilizados no site www.passo-a-rezar.net, em formato MP3 e WMA. A oração diária inclui um trecho do Evangelho, seguido de uma meditação. Tudo acompanhado com música de fundo - desde música sacra contemporânea, a música do mundo, incluindo portuguesa.

Modernizar a Igreja O site ainda não estava disponível e já tinha recebido, a meio da tarde de ontem, mais de 2 mil pré-inscrições de utilizadores interessados em receber os conteúdos. "A maioria já seguia a versão inglesa", garante um dos mentores do projecto, o jesuíta Francisco Martins.

O conceito português apresenta algumas inovações. Desde logo, não é obrigatório fazer o download dos ficheiros - ao contrário do que acontece em Inglaterra. "Estão disponíveis para ouvir na hora, o que poupa tempo a quem estiver ao computador", explica. Por outro lado, o download pode fazer-se em duas modalidades: descarregando um conjunto de orações semanal, ou diariamente, ficheiro a ficheiro.

O conceito, garantem os jesuítas, assenta na noção de mobilidade. E está ajustado ao estilo de vida urbano. "As pessoas já não rezam só na igreja. Queremos responder à necessidade de rezar onde o ritmo da vida o impõe", justifica Francisco Martins ao i. Até porque, garante, "a ida para o trabalho já é propícia a uma certa reflexão e introspecção. O que queremos é que essa meditação passe a ser feita através do encontro com Deus".

Castings O trabalho da Companhia de Jesus, através da obra do "Apostolado da Oração", começou nos estúdios da Rádio Renascença em Setembro. O jornalista da SIC Paulo Nogueira e 17 voluntários - "advogados, gestores, empresários" - emprestaram a voz às orações. No final de Novembro, arrancava a fase de castings para escolher as melhores vozes - dos 50 candidatos iniciais, sobraram menos de 20 colaboradores, depois das provas vocais. "O conceito pode parecer demasiado simples, mas o projecto deu muito trabalho, desde as gravações até ao licenciamento das músicas, passando pelos testes de conteúdos", recorda o jesuíta.

Ontem, ao final da tarde, ficaram disponíveis para download os primeiros ficheiros, com as orações diárias das próximas duas semanas. A partir de agora, a equipa responsável pelo projecto compromete-se a continuar a propor aos fiéis que substituam a música e o auto- -rádio nas viagens de carro por orações. Duas vezes por mês - uma em Lisboa e outra no Porto - serão gravados os conteúdos para o mês seguinte.

Só não há orações para os fins-de-semana. Deus tira folga aos sábados e domingos? Francisco Martins garante que não. "O projecto é pensado para o frenesi dos dias úteis e aos fins-de--semana há outra forma de cultivar a vida cristã", esclarece.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Isabel Alves Costa



Faleceu no dia 15 de Agosto uma das pessoas que me agradou conhecer nestes já quatro anos de ensino superior. Uma fantástica pessoa que lembrarei com todas as minhas forças e com todo o meu coração. Minha querida Professora Doutora Isabel Alves Costa, tenho a certeza, e ninguém poderá dizer o contrário, serás sempre lembrada por todos os teus amigos... já que outros não reconheceram o teu valor e esforço. No Mundo que vivemos não vale o que fazemos, mas sim a fama e os fans que conseguimos durante a vida. Agradeço tudo o que muito me ensinaste sobre TEATRO. Obrigado Professora Doutora, e Amiga, Isabel Alves Costa.


A seguir encontrasse uma notícia, do JN, que reflecte a crua realidade da vida... não sou contra a memória de Raul Solnado, pelo contrário, fui, e serei, sempre um dos seus fans incondicionais, com ele muito Ri e muito Pensei. Mas será que uma pessoa que não aparece na Televisão, e que fez tanto pela cultura de uma cidade e de um País, não merece também ela uma homenagem. Conhecida nacional e internacionalmente, mas muito poucos ouviram falar dela.

Como diz o outro: É A VIDA!!!


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A programadora Isabel Alves Costa foi ontem, segunda-feira, cremada, no cemitério Prado do Repouso, no Porto, sendo lembrada pelo ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, como "uma grande mulher, dedicada à liberdade e à criatividade".

Primeira e última directora do Rivoli Teatro Municipal, no Porto, Isabel Alves Costa faleceu no passado sábado, na sua casa de férias, em Monção, aos 63 anos, vítima de doença súbita.

De estranhar o facto de a Câmara do Porto não ter feito uma alusão pública à morte desta figura da cidade, apesar de ter enviado uma coroa de flores com um cartão de condolências, que foram entregues ao marido. No site da Autarquia, foi publicada a mensagem de condolências de Rui Rio à família de Raul Solnado. No entanto, Isabel Alves Costa, que dirigiu uma das principais salas de espectáculo da cidade, não foi merecedora de atenção semelhante.

Pinto Ribeiro considera que a morte de Isabel Alves Costa representa "um perda muito grande para a cultura portuguesa", tendo ainda referido que "a cidade já tinha perdido um pouco por culpa própria".

"Cabe-nos a nós continuá-la e fazer o que ela fez, cada um à sua maneira", concluiu o ministro, num depoimento à agência Lusa, enquanto esperava pela saída do funeral, no exterior da igreja de Cedofeita, no Porto.

sábado, 16 de maio de 2009

FAÇO-ME TUDO PARA TODOS, PARA DEIXAR O MUNDO UM POUCO MELHOR QUE O ENCONTREI

No Mundo em que vivemos cada vez mais se nutre o sentimento da inexistência de Paz... e cada vez mais percebo por que motivo muitas pessoas deixam de acreditar na existência de um Deus Poderoso e Fiel, por que deixam de frequentar a igreja e os seus rituais.

Esta semana falando com um colega de curso e questionando a sua crença, se era ou não, a respostas foi a seguinte: Sou contra muitas coisas, sou contra as pessoas que lêem a Bíblia sem pensarem no que lêem, mas acredito que Deus existe, só que não professo nenhuma religião pois o que as pessoas fazem é tudo menos seguir o que Jesus queria. Questionei esta pessoa por ser uma pessoa que muito admiro, mas que muitos, diriam que era Ateu pela forma que veste e fala.

Leva-me a questionar a razão de o ser. Como seria possível chegar a estas pessoas… e aí, lembrei-me da forma como me converti. Tudo isto, para as pessoas que me conhecem mal talvez questionem: como te converteste? Sim, como me converti!!! Para mim o Aposto São Paulo é o meu maior Ídolo, para muitos talvez cometa uma heresia, mas é sem dúvida muito mais que Jesus Cristo. O quê?!? Sim, por que Cristo para mim não é um Ídolo mas sim muito mais que isso, para mim, Cristo é uma referencia de como havemos de viver. Enquanto um Ídolo de um momento para outro pode deixar de o ser, Cristo é uma referência de vida porque é Ele que eu tento seguir mesmo sabendo ser impossível....

Para ser mais explícito, na música há ídolos e referências musicais, os ídolos podem morrer ou acabar a carreira, mas as referências musicais são imortais mesmo que deixem de tocar ou venham a falecer. Um músico (como eu) terá sempre uma referência para tentar igualar mas que naturalmente será sempre impossível… não uma impossibilidade física e técnica, mas uma impossibilidade espiritual, pois nunca deixa de ser referencia mesmo que venhamos a ser melhores. Igualmente, como na música, é como Jesus Cristo… temos que ter Cristo como referência de Vida mesmo que tenhamos a certeza que a esta referência dificilmente igualaremos.

São Paulo para mim é um ídolo, pois como ele, por muito tempo duvidei da presença e existência de um Deus Vivo e Ressuscitado, ou melhor, acreditei sempre na não existência de Deus. Até ao dia que conhecia a minha Associação KERYGMA (www.kerygma.pt) que hoje sinto o orgulho de fazer parte. Faz sete anos – em Dezembro de 2009 – que me converti e desde aí tento fazer o que São Paulo disse: “Fiz-me tudo para todos…” Sim!!! Para todos!!! É difícil?!? Eu sei!!! Mas não impossível. Só uma pessoa não pecou mas duvidou: Jesus Cristo na hora da sua morte duvidou do Amor de Deus – Meu Deus, Meu Deus porque me Abandonas-te. Se até Ele duvidou porque não podemos nós duvidar. Além disso Deus fez-nos livres para o fazer. Mas acreditem que mais cedo ou mais tarde conseguiram ter a certeza da sua existência… Ele tratará de nos mostrar a sua presença nas nossas vidas.

Tudo isto por que existem muitas pessoas que acreditam mas não sentem a vontade de o professar. Mas porquê?

Muito simples, Jesus morreu por nós, deu a Sua vida pela paz no mundo e o que acontece é o inverso; pessoas que professam: “Fiz-me tudo para todos…” quando estes são os primeiros a não compreenderem o significado desta poderosa frase do Aposto São Paulo. Pessoas que vivem de excessões e que fazem tudo para se glorificarem. Pessoas que usam padrinhos para atingirem a fama, ou nem olham aos meios para atingirem os fins. Vidas fúteis e acções ainda mais insensatas. Com isto, quem poderá acreditar em um Deus Forte e Poderoso que tudo faz para o nosso Bem!!! Se existe pessoas que quando evangelizam, evangelizam o que está escrito mas sem o mínimo sentimento no que estão a dizer ou fazer. O que fazer para melhorar esta questão? Muito simples, fazermos um exame de consciência e questionarmos se de facto fazemos tudo para SER TUDO PARA TODOS!!! Outra frase que recordo é a de Baden Powell (B.P.): Deixar o mundo um pouco melhor que o encontrei.

Que este lema seja o de todos: FAÇO-ME TUDO PARA TODOS, PARA DEIXAR O MUNDO UM POUCO MELHOR QUE O ENCONTREI. E sempre que fizermos alguma coisa tenhamos o cuidado de parar para pensar: Será que estou a ser como Saulo de Tarso, ou como São Paulo. Será que estou a perseguir, ou a ser perseguido.

Uma coisa é certa, até ao dia em que pessoas como sacerdotes, párocos, entre outros… não percebam que o que fazem é: perseguir como Saulo de Tarso; e não fazerem tudo para todos, como São Paulo. Até esse dia as pessoas terão dificuldades em terem fé e acreditarem no que se diz. É que se são eles a nossa Bandeira Estandarte da Evangelização são também eles os primeiros a pecar.

VALE A PENA ACREDITAR EM DEUS?!?!

Autor: Cláudio Almeida


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Fátima: «Milagre do Sol» chega ao Cinema


A não perder....

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2009

Papa lembra prática do jejum, afirmando que, «nos nossos dias» parece «ter perdido um pouco do seu valor espiritual»

“Jesus, após ter jejuado durante 40 dias e 40 noites, por fim, teve fome” (Mt 4, 2)

No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal).

Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.

Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O "não comas" e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98).

Dado que todos estamos estorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção.

O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.

No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4).

O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.

Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus.

O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).

Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus.

Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I).

A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).

A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: L 40, 708).

Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.

Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17).

Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente.

Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola.

Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.

De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos.

Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».

Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21).

A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo.

Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma.

Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.

BENEDICTUS PP. XV

Documentos | Bento XVI| 23/02/2009 | 18:01 | 9499 Caracteres | 1991 | Bento XVI

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=68974&seccaoid=9&tipoid=217

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

GEN Verde - La coperta del mondo




No Mundo em que vivemos, cada vez mais se nutre, o sentimento da inexistência de Paz... Desde 1966 existe uma banda que já percorreu o Mundo com tournées pela Europa, Ásia e América. Constituída por vinte e quatro mulheres de catorze nações, esta banda, GEN VERDE, tem um compromisso: dar um testemunho de paz. Com a convicção de que não pararão até que expluda com a música e a dança, um dom para todos: a solidariedade. Podemos resumir o seu concerto em: Cores, Símbolos, Emoções, Poesia e Imagens que ocorrem, com base em um hino à aventura humana iluminada pela luz do infinito. Tem como tema principal, o amor que oprime com a luz, apenas, como o esplendor das estrelas… O que está envolto na escuridão do ódio e da indiferença... abrindo caminho ao diálogo com todas as formas de encontrar a paz e a solidariedade, e apreciar o que nos une. E assim se abre o caminho à sofrida certeza: Cada semente plantada, ao morrer dá vida a uma nova planta. E no Inverno do nosso planeta, atirar a flor de uma humanidade renovada.